E em 2014…

22 09 2014

Acabei de “reencontrar” esse meu blog antigo aqui e tô achando tudo, ó, uma merda. É bem engraçado ver como eu cresci e como as minhas opiniões e visões de mundo mudaram. Ainda bem que eu não sou mais tão pra baixo quanto eu era, credo.

Não vou deletar nada, vou deixar aqui pra posteridade, quem sabe daqui uns anos eu leia esse post de 2014 e fique pensando “nossa como eu era loser” do mesmo jeito que tô pensando isso quando leio o resto do blog. Na real eu já tô achando esse texto uma bosta, é só pra deixar um bilhete pra mim mesma, mesmo.





Más Companhias

4 07 2011

De certo é uma vergonha que hoje em dia o que todos os “adultos” veêm é o que eles filtram. É o que eles querem

ver.
Quando você diz algo, eles filtram o que diz e transformam no que querem ouvir.
E quem pode dizer que nós, os adolescentes dessa geração, não fazemos o mesmo? Afinal, fomos educados por eles.
O filme “Más Companhias” (The Chumscrubber, em inglês) relata muito bem esse tema, criticando não só essa cegueira

que temos em nós mesmos mas outros problemas da sociedade atual.
Famílias entorpecidas pelo uso de remédios até que se transformem em praticamente zumbis ambulantes e sem

sentimentos, pessoas socializando superficialmente só para que seus egos sejam inflados e para que seu status seja

mantido, não ligando para o que acontece bem diante dos seus olhos, o descuido com os outros e até consigo próprio.
“Más Companhias” é um filme triste, eu devo dizer. E é triste pois é muito parecido com a realidade em que vivemos,

mesmo mantendo aquele ar de “fantasia” que os filmes indies normalmente carregam.
Estrelando Lou Taylor Pucci, Jamie Bell, Camilla Belle e Justin Chatwin, esse filme é o filme certo se você procura

reformular sua visão sobre o que deixa de lado no dia-à-dia e o que perde com isso. É um filme para quem se

pergunta se as coisas realmente acontecem por acaso ou não.

(Crítica por Luísa F. Reis)





Férias Frustradas

30 05 2011

Não gosto muito de viajar.
Começa logo pelo fato de ter que ficar fora de casa. Tendo que enfrentar as inconvêniencias que vem pela frente só com o que você se lembrou de levar.
Aquele falatório na ida, a impaciência para se chegar no destino, a ansiedade de ver como vai ser o lugar.
Aí você chega, normalmente o lugar não é nem um pouco como você imaginou, seu amigo, aquele que recomendou essa tal pousada “SENSACIONAL” parece ter exagerado um pouco. Um pouco não, bastante.
E se já foi no lugar anteriormente, pode ter a certeza de que o lugar vai estar em um estado bem pior que da última vez.
Começa a arrumação do local. Varre daqui, assopra de lá, desembrulha aquele lanche que você comprou faz três horas num restaurante de beira de estrada com aquele cozinheiro que tinha uma mancha de um líquido marrom na roupa meio suspeita, come o tal lanche, passa mal, perde o primeiro dia da viagem por isso, passa o começo da noite em claro tentando dormir naquele quarto esquisito.
Você acaba reparando que aquela cama não tem o cheiro da sua cama, mesmo que você tenha levado a sua própria roupa de cama. Aquelas paredes tem um cheiro meio peculiar derivado de algum mofo. Você tem certeza de que vai morrer por causa daquele mofo. Você sabe que vai.
Levanta, liga a luz, abre a janela e sente o ar puro.
“Ah, isso, bem melhor… Mas o que é aquela luz ali depois daquela montanha?”
Leva um tempo pra acostumar com o escuro da noite e dá pra ver agora que é uma casa meio macabra. Tudo bem.
“Aquilo ali é uma pessoa? Ai caramba, é. Tá olhando pra cá. Melhor fechar a janela, ai meu Deus, antes o mofo do que um serial killer. Não devia ter visto aquele filme semana passada.”
Fecha a janela. Deita. Começa a imaginar o maldito filme que você viu semana passada e se convence que a tal pessoa que você viu vai vir até a sua cama e te matar. Acorda todo mundo nos outros quartos fazendo barulho de propósito e pede pra alguém passar a noite em claro com você.
Vê o sol nascendo e se convence de que só porque o dia está bonito, vai ser um dia bom.
Dorme durante uma hora depois, é claro, de ver que a tal “pessoa” que você tanto temia era apenas um aspirador de pó.
Todo mundo para a praia.
Você morrendo de sono, com aquela roupa de banho desconfortável sob a roupa e com protetor solar até a alma.
“Que sol lindo, que praia linda, a água está ótima, ah, que paraíso!”.
Até que alguém quase se afoga, o outro acaba dormindo no sol e tendo uma insolação, a outra é queimada por uma água-viva, aquele seu amigo que insistiu em levar o Ipad pra a praia para se exibir esquece o aparelho na areia e a onda leva quando a maré sobe de repente. Junto com alguns pares de chinelo.
Volta pra casa.
“Ah, isso aí é só colocar dentro de uma bacia de arroz, é tiro e queda, o arroz absorve a água do eletrônico, li numa revista.”
Pegam o único quilo de arroz que levaram pra tentar salvar inutilmente o Ipad. Não funciona. Agora vocês vão sobreviver só de feijão em lata e alface. Você se pergunta quem levou alface.
Chega a noite novamente e você se prepara. Hoje você dorme de verdade. Dorme como um bebê. Dorme como não dormiu em anos.
Se não fosse por um maldito grilo escondido em alguma parte da casa fazendo aquele barulho infernal que aparentemente só você consegue ouvir.
Vai dormir na sala.
Quando está pegando no sono, abre os olhos e vê uma aranha “do tamanho de uma moeda de um real” (É o que você vai falar para os amigos depois, na verdade é só uma aranha caseira, daquelas que quase não se dá pra ver.) bem em cima do seu braço.
Se sacode e não vê pra onde a aranha vai.
“Vai entrar no meu ouvido, tenho certeza. Pior, vai entrar no meu nariz. Vai entrar na minha boca quando eu estiver dormindo.”
Mais uma noite em claro, ou quase, hoje você dormiu duas horas em vez de somente uma, mas não faz tanta diferença assim.
Todo mundo acorda, clima de festa, música alta, alguém finalmente acha uma churrasqueira guardada e decidem fazer um churrasco.
Saem todos apertados no carro em busca de um lugar que venda a carne, rodam por umas duas horas até achar um mercado, gastam mais três horas na volta porque esqueceram o caminho.
“Mas, ei, cadê o carvão?” Alguém diz.
Olhares odiosos são trocados e um culpa o outro até que está tarde demais pra se comprar carvão. Deixam a carne em uma geladeira. O churrasco é prorrogado para o dia seguinte.
Mais uma noite. Você decide tentar o quarto novamente. Talvez o grilo tenha saído, talvez tenha morrido, mas não está mais lá. Você dorme bem, e acorda de bom humor até ver que só dormiu durante cinco horas e ainda está de madrugada. Perdeu o sono. Vai para a sala e vê televisão até todos acordarem.
O papo flui bem e vocês lembram do churrasco. Duas pessoas vão ao mercado e voltam rápido com o carvão. Todo mundo rindo. Todos dançando.
Até que descobrem que o cara que devia ter colocado as carnes na geladeira esqueceu-as no balcão. A carne está estragada.
Todos xingam, discutem e relembram intrigas do passado.
Você vai dormir naquele clima pesado e acaba dormindo só durante três horas. Acorda com um pesadelo.
Último dia de viagem, vocês voltam hoje mesmo, de tarde.
Dividem o pavê, o brigadeirão e alguém finalmente tem coragem de jogar aquelas carnes estragadas fora.
Agora é só ir pra casa.
No meio do caminho acaba a gasolina, bem em uma rua deserta sem nenhum posto perto.
“Melhor todo mundo dormir no carro e esperar amanhecer.” Alguém sugere e todos concordam. Melhor esperar amanhecer.
Todo mundo se espreme no carro e tenta dormir durante uma meia hora, até que alguém desiste e decide cantar músicas que foram hits anos atrás e todos se animam e entram no clima de “flashbacks”.
A noite acaba e a manhã chega. Alguém está chorando porque acabou desabafando sobre alguma coisa.
“Poxa, te considero muito cara.”
“Melhor a gente empurrar logo o carro e achar um posto, hein?”
“Ih, tinha uma garrafa de gasolina no porta-malas, galera!”
Retomam a viagem, todos sem dar um pio. Você se lembra que esqueceu sua camisa favorita na pousada.
Antes de te deixarem em casa você não esquece de pronunciar o famoso “Temos que marcar de novo!”

(Texto por: Luísa F.R.)





Aleatoriedade na madrugada

21 05 2011

Faz  um bom tempo que não posto aqui. Resolvi postar uma coisa que escrevi em um feriadão aí, não me lembro qual, só lembro que foi na madrugada.

Vadio, vagando, vendendo, virando.

Virando gente e bicho ao mesmo tempo.

Virando ser e coisa, mosca e flauta.

Ouvindo a música dos tempos modernos e caindo na tentação de também ser moderno.

Sentindo o que os outros sentem por mera obrigação social.

Se vendendo e parando de sentir.

Parando de sentir e parando de ver.

Visão essa, perdida, que um dia foi clara como água.

Texto por: Luísa F. Reis





Dois vídeos importantes e uma desculpa.

16 03 2011

 

Desculpem a demora, tudo tá dando defeito aqui em casa ):





2010

22 12 2010

Acho que nem todos estão nessa foto, mas foi a mais completa que eu achei.

Ah, lá se vai mais um ano não é mesmo?
Mas dele ainda terei as memórias, as felicidades, as tristezas, brigas, tudo. De bom e de ruim.
Tudo o que eu passei nesse ano me faz perceber o quanto cresci. Não em idade, mas em mentalidade mesmo, minhas opiniões mudaram, eu fiz descobertas, meu

jeito de ver o mundo mudou quase que completamente, até mesmo meus textos mudaram de uma forma sutil.
Foram tantas as coisas que aconteceram; preconceitos se foram, verdades foram desmentidas, opiniões foram formadas…
Algumas pessoas entraram em minha vida, e espero que nunca mais saiam.
É verdade que a maior mudança nesse ano provavelmente foram as pessoas, maravilhosas, que conheci. Ao meu ver, são as melhores pessoas do mundo para se estar

junto e eu sou grata por tudo o que eles me ensinaram, tudo o que me fizeram e principalmente, sou grata por tudo o que eles são.
Cada um deles tem um significado diferente para mim, mas não maior ou menor e sim diversificado.
Conheci algumas dessas pessoas no ano passado, é fato, mas “conhecer” no sentido de simplesmente saber ligar o rosto ao nome, e só. Outras eu já conhecia faz

um bom tempo.
Mas atrevo-me a dizer que nesse ano eu realmente os conheci, no sentido de me dar conta da sorte imensa que eu tenho de ter encontrado tais pessoas, em um

lugar tão inusitado como uma escola.
Eu só queria conseguir expressar em palavras o que eu sinto por todos. Cada um deles. Eu quero ter certeza de que cada um sabe o amor que eu sinto por eles,

e o quanto eu gostaria que todo o mundo tivesse pessoas assim, iria ser, sem dúvidas, um mundo melhor.
Mas também, admito, sou um pouco egoísta, eu gosto do sentimento de exclusividade que conhecer vocês me dá, e em momentos, me sinto a pessoa mais sortuda do

mundo por conhecê-los, pois eu  tenho certeza de que não sou nem um terço do que todos vocês são, e ao longo desse ano eu aprendi muito, com todos vocês, e

agradeço por isso.
Eu agradeço pelas lágrimas, pelas risadas, os sorrisos, pela felicidade, por todas as conversas, sérias e tolas, por cada conselho dado, por todas as vezes

em que a frase “Você está bem?” foi dita, pelo carinho, pela atenção, pelo amor, por todos os ensinamentos, por todas as músicas tocadas incessantemente em

algum violão por aí, por cada piada, por cada gesto, por todos os momentos vividos e gravados na minha mente.
Eu agradeço, e é com lágrimas nos olhos agora que digo que sei que ano que vêm eu vou sentir saudades, muitas, de várias dessas pessoas, mas o que me deixa

feliz é acreditar que o destino nos colocará juntos novamente, pela importância de cada um de vocês, por tudo o que passamos juntos, e por tudo o que ainda,

com toda certeza, iremos passar.
Esse não é o fim, é apenas um novo começo.
E eu espero que todos vocês tenham um ótimo natal e um maravilhoso ano novo, desejo boa sorte nas suas escolhas no ano que virá, desejo tudo o que há para se

desejar para alguém nessas épocas festivas, nunca fui muito boa em desejar coisas para os outros, mas sei que eu desejo tudo o que existe de bom para cada um de vocês.
Obrigada por mudarem a minha vida.

Luísa





Dysmorphy

15 12 2010

(Essa foto é temporária, somente pra ilustrar)

 

Espelhos são como portas, e como todos sabemos, portas se fecham.
Sinto os espelhos se fechando atrás de mim conforme passo por eles, cada um faz um barulho diferente, me mostrando, pela última vez, diferentes facetas de um eu que eu não conhecia antes, e passo a conhecer, e a odiar, cada vez mais.
Mas não faz mal, você diria, não se pode odiar algo que se vê somente uma única vez e nunca mais verá.
Então isso quer dizer que você não irá mais odiar as coisas que só viu uma única vez ?
Não irá mais odiar aquele momento em que foi humilhado? Não vai mais sentir nada ao lembrar do dia em que foi feito de bobo?
Alguns espelhos se quebram ao fecharem, não fecham direito, e os estilhaços vem na minha direção, se entrelaçam em minha alma de um jeito que não deixa eu me livrar completamente de nenhum deles.
Posso ver só uma última vez antes de todos os espelhos se fecharem, mas mesmo assim, memórias machucam do mesmo jeito, ou até mais, atrevo-me a dizer, que o próprio presente.

 

(Texto por: Luísa F.R.)








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